terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
De qual quer?
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Hierarquia
Cadeira elétrica, facada, um tiro
Chuva ácida!
A orquestra não para!
Sorrir?
Sorrir! Não fique triste,
Vamos dançar outra vez!
"...é tudo contrário, é tudo uma ilusão"
Atropelo, câncer, pus e batida
Tsunami, terremoto, um cometa
Tornado!
A orquestra não para!
"Está tudo em ordem"
Vamos dançar novamente, querida
A valsa nos conduz
A mordida, o gozo reprimido, o chingamento
Uma violência! O chicote, a prisão
Um belo punhal, talvez um cassetete
Quem sabe outra guerra
Sorrir?
Sorrir!
"Não fique triste”
Dançar, dançar, um aperto de mão!
Não escolha, deixe-me exercer a vontade sobre você
Permita-me te sufocar! por gentileza (ouve-se "te dou um beijo')
A liberda...Não consigo terminar de exprimir essa palavra.
É algo de poucos, almejam a natureza e o homem
O todo como poucos desejam ser e ter controle
Dos únicos aos poucos aos outros poucos aos outros poucos...
Por fim, os demais!
Sorrir?
Sorrir! Não fique triste...
"Está tudo dentro dos conformes"
http://www.hacasoseacasos.blogspot.com/
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
O mal-estar I
Não novo, mas seria importante acrescentar que o homem busca maximizar o prazer e minimizar a dor como efeito busca de aproximação da felicidade, porém: “Toda permanência de uma situação anelada pelo princípio do prazer permanece apenas numa sensação tépida de bem-estar, somos feitos de tal modo que apenas podemos gozar intensamente somente o contraste e somente muito pouco o estado.” Pag. 63. A cultura distancia o homem do objeto real de suas pulsões naturais (animais) através dos tabus. Sendo assim, o superego, componente do aparelho psíquico ao qual possui como função transformar essas pulsões ou re significar de modo admissível pelo eu e pelo externo: “Descobriu-se que o ser humano se torna neurótico porque não é capaz de suportar o grau de frustração que a sociedade lhe impõe a serviço dos ideais culturais.” Pag.83. Desviando seus objetivos reais (naturais).
Seria pertinente colocar também o papel da “sublimação”, maneira com a qual canalizamos os impulsos através das atividades psíquicas superiores: Artísticas, científicas e ideológicas características da cultura e imposta por ela. O que a cultura da nossa civilização nos trouxe até o período do Sec. XIX e XX vistos por Freud foi o discurso da introdução do homem ao desenvolvimento das atividades de maior domínio sobre a natureza, a linguagem, as técnicas e a criação instituições políticas e religiosas que nortearam e instruíram o homem na diminuição de homicídios, crimes e os variados tabus criados em cada diferenciação simbólica de seu meio como proposta. Essa obra sofreu um parto no período entre as guerras mundiais (detalhe).
Conseguimos produzir melhor nossos alimentos (apesar de existir bilhões sem eles), para nos trazer conforto diante do domínio da natureza e a “ordem” entre os homens, porém, o desequilíbrio da pulsão de Morte X Eros nos põe na condição de insatisfeitos. Surge também o conceito do parricídio, relacionado à vontade de voltar ao pai (cultura) tudo aquilo que nos foi contra a liberdade pessoal. Ao mesmo tempo, temos o nosso sentimento de culpa atenuado devido à identificação e o afeto construídos.
A cultura nos trouxe a razão, a produção econômica, a lei, porém, existe um mal-estar provocado insistente. Uma insatisfação também conseqüente ao recalque de nossos impulsos. Nesse aspecto, de modo breve a sublimação é insuficiente: As artes, as ciências, a filosofia, o amor, são cursos desviados, porém, são caminhos diversificados dos quais buscamos satisfações dos impulsos improvisando sobre o meio, no entanto, nenhum é seguro.
“Em nenhum desses caminhos podemos alcançar tudo o que queremos. Nesse sentido moderado em que é reconhecida como possível, a felicidade é um problema da economia libidinal do indivíduo. Não há conselho que sirva para todos; cada um deve experimentar por si próprio a maneira pela qual pode se tornar feliz.” Pag. 76
A liberdade individual característica da natureza contrária à cultura seria algo abolido pela mesma, então, as pulsões destinadas ao domínio da própria liberdade são bloqueadas pelo “sentimento de culpa”, o remédio da opressão. Cujo o bloqueio pode provocar agressão. Concluindo, os conflitos indivíduo x sociedade são frutos do inconciliável choque dos impulsos primordiais Eros e morte, assim, admite um equilíbrio, acredita o psicanalista espera que futuramente à cultura ocidental chegue a tal ponto, por mais que atualmente seja duro e distante ao indivíduo a resolver os problemas pessoais e sociais.
Fugindo da psicanálise, da qual me meti de forma amadora e vacilante, muita gente aponta saídas e explicações das conseqüências da nossa sociedade político-econômica, posterior as guerras mundiais. Vemos a sacanagem da qual estamos submersos e sedados pelas impressões de uma cultura do consumo denominada muitas vezes de “Liberdade” e “democracia”, vemos o estado falir e o desemprego aumentar consequente a mundialização do capital. O “sentimento de culpa” atualmente possui outra lógica além do cristianismo do século IXX e metade do XX, ponto importante que hesitei tocar na análise da obra e que ainda está fortemente presente.
No nosso contexto atual, o mal-estar possui inúmeros elementos a acrescentar, mais frouxo e indireto porém efetivo. Agora, com mais fome, mais gente, relações de poder camufladas pela informação neoliberal em todo espaço global imperializado em nome de “paz’ e “da liberdade”. Lutamos contra a infelicidade pessoal a todo instante e não resolvemos. Como lidarmos com a infelicidade geral nas nossas condições atuais ampliadas, fragmentadas e complexas? Apesar de denunciarmos a todo instante e lucrarmos intelectualmente ao perceber o que nos incomoda através da investigação, diminuímos o mal-estar (infelicidade)? Ou ele aumenta?
Voltarei ao assunto.
Nota:
Freud, Sigmund, 1855- 1839.
O mal-estar na cultura/ Sigmund Freud; Tradução de Renato Zwick; revisão técnica e prefácio de Márcio Seligmann - Silva; Ensaio Bibliográfico de Paulo Endo e Edson Sousa. – Porto Alegre. RS: L&PM, 2010.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Cadê os homens dessa história? (Poema machista) [Gilmar Lima]
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
O crepúsculo da certeza
Não sei, penso que sei
Imagino o que não sei
Porque sei o que não sei
O que se poderia imaginar?
Não meto a bomba em Deus,
Nem sei quem ele é, nunca o vi
Porém no homem, ele é concreto
Apesar que estaria me explodindo também
Os metódicos pensam estar mais próximos da certeza
Fariam um laudo de neurose ou debilidade mental a mim
Diriam: Vamos ao barco da ciência!
Ela nos salvará da ilusão das incertezas
Poderia estar mais longe dela que outro
Faço parte da incerteza!
Antes disso, responda-me o que é realmente certo?!
TODOS possuem papéis somatórios
O pensador se afoga e emerge a todo instante
Todo mundo se afoga emerge e transmite o nado ao futuro
Morreremos! E a ilha da certeza?
Um diz que está distante! Será que ela existe?
Perguntarei a quem veja! Pode ser que alguém a encontre
Aquela especificamente que não sabemos o que é,
Para que serve, se define e cabe-se a todos nós
Entortarei aquele que afirmar ser o único capaz de achá-la.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Globalização: Uma ótica do poder global
Estive lendo a "Globalização: As consequências humanas" do Zygmunt Bauman (sociólogo) nestes últimos dias. Gostaria de tocar em alguns pontos pertinentes que encontrei nesta obra. Aproveitando um pouco das informações extraídas do meu texto anterior. Defendi a idéia de que as culturas não estariam sofrendo uma homogeneização. Mas uma conexão a diversos meios de informação interligados pelos aparelhos de comunicação em fluidez constantes. Puxo um pouco desse debate para as questões espaciais, políticas e econômicas dessa vez. Agora são os figurantes de domínio global e território-nação.
Bauman afirma que: Em vez de homogeneizar, a Tecnologia polariza a condição humana. Anulando o espaço/tempo, os indivíduos Globais (extraterritoriais) ultrapassam seus limites físicos através dos meios de transportes e de comunicação emancipando os limites impostos e criando uma nova lógica que impõe aos indivíduos locais a degradação e a dependência para gerar seu próprio território.
O Estado nesse sentido perde boa parte de sua soberania devido à nova lógica global das relações de poder, o econômico. O ser global dominante e o estado (político) fragmentado, um “secretário prostituído” a essa nova lógica refizeram a construção social do espaço e território. Antes disso, a segunda guerra mundial foi o ultimo marco de disputas territoriais em grande escala militar. O mundo guerra fria vem posteriormente para atrair as atenções de duas grandes forças para o domínio global do sistema capitalista x socialismo. O liberalismo vence a quebra de braço e impulsiona uma nova forma de gerir o espaço:
"No mundo pós-guerra espacial, a mobilidade tomou-se o fator de estratificação mais poderoso e mais cobiçado, a matéria de que são feitas e refeitas diariamente as novas hierarquias sociais, políticas, econômicas e culturais em escala cada vez mais mundial.” Pag.16
Bauman afirma também que o a idéia de distância é uma construção social, que os seres “globais” ou extraterritoriais possuem a liberdade de ultrapassar seus territórios aos diversos locais e implantando de sua força financeira e ideológica sobre os seres locais impossibilitados de acompanhar essa nova forma de exercer o domínio sobre o território. Os globais flutuam através das “barreiras” e limites em velocidades que são proporcionais a forma de controlar num capital cada vez mais livre e desvinculado ao local e das responsabilidades conseqüentes aos seus efeitos.
Quem seriam esses seres invasores do território alheios? Esses ditos globais são os seres por trás de toda trama do capital globalizado ou transterritorializado, 350 bilionários que teriam mais da metade da riqueza equivalente a ¼ da população mundial pobre somada, controlando o sistema financeiro e gerindo sugando os fluxos dos micro locais, e ainda mais, produzindo riquezas em cima de sistemas abstratos que movimentam o dinheiro. As conseqüências estariam mais distantes de seus causadores. Pois, seu domínio físico central distante protege-o, ao mesmo tempo em que sua imagem simbólica, força e ação sobre o globo penetram os diversos lugares afirma Bauman:
“A autoridade destes últimos é garantida por seu próprio distanciamento; os globais não são diretamente “deste mundo”, mas sua flutuação acima dos mundos locais é muito mais visível, de forma diária e intrusa, que a dos anjos que outrora pairavam sobre o mundo cristão...” Pag. 61
Então meus queridos. Existe uma “tal” de teoria chamada de “fim da geografia” que afirma que os limites geográficos são cada vez menos sustentados no mundo real. Diz o Paul Virílio.
Esses limites existem sim, os territórios são modificados, ou melhor, re-territorializados. Invadidos por esses ditos alienígenas globais que condicionam o estado misturando-se a construção significativa dos diversos locais. Mais a imagem do discurso que afirma muitas vezes que o povo é pobre porque quer. Que fome e a pobreza são tratadas da mesma forma. Esquecem, ou melhor, escondem que além da fome, existem milhões de famílias sem escolas, sem saúde e em condições precárias isoladas numa miséria complexa. Muitos tentam ir aos locais que matam a fome ex.: EUA, Europa, aqueles que podem sair e que na maioria são impedidos de entrar no território dos globais e voltam ao próprio local isolado, segregado e hierarquizado.
O Estado-nação fragmentado serve de segurador para as grandes empresas que ultrapassam seus territórios. Sendo que, os “globais” através dos meios tecnológicos de comunicação e transporte tornaram ainda mais veloz, a diferença entre ricos e pobres. Segregando e excluindo cada vez mais os indivíduos locais de adentrarem na euforia dessa coisa chamada de globalização.
Bauman, Zygmunt, 1925 – Globalização: As conseqüências humanas/ Zygmunt. Bauman; tradução, Marcus Penchel. – Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed. 1999
Eu
Com meus sentimentos simbolistas, dadaístas, "gaga-ego-istas"
Raiva, medo, morte, mantra me acalma
Naam Ramayam 10:41 é o seu meu tempo de paz.
Meio anti-iconoclastia, psicopata, apologético!
Mim contradigo quando penso ser o que sou...
Barroco. Árcade, Modernista, Pós-Moderno, Pós-Contemporâneo?
São, sou... Um monte de parículas do qual desconheço tal função racional.
Mas, acredito ferrenhamente, veementemente.
Tantas dádivas, desgraças, deuses e deus
Qual a função de tantas tantas tontas coisas?
Eu ser pessoal e intransferível de matéria
Deboto-me de forma epiléptica com o desejo da repulsão do eu.
Ser contráditório sou eu...
Mais sou apenas um ser de desejos e danos irreparáveis.
Vivendo uma vida cruel...
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