quarta-feira, 6 de abril de 2011

Acreditar?

Lembro que quando pequeno me perguntava se realmente vivia ou se tudo que vivia era apenas um sonho dentro de um sonho maior... Saber o que é a verdade o que a mentira, o que é a realidade e o que é irreal sempre fizeram parte da minha evolução corporal humana.
Às vezes me sinto como um personagem de uma grande peça de teatro, personagem fadado a cumprir um ‘script’ por toda a realidade ou pelo menos uma pseudo realidade, a diferença é que nem sempre os bons vencem no final. Se é que existe bondade, platonicamente falando, ou esta está permeada de interesses que a tiram a pureza.
Saber de onde vim embrionariamente falando e pra onde vou, se é que vim e vou pra algum lugar. Sou meio indeciso com relação a estabelecer verdades e a acreditar em certas concepções, e muitas vezes sabendo que é verdade (teoricamente) ainda assim não acredito. Leio teóricos, vejo filmes, uso internet, vejo pessoas, assisto debates, leio jornais, revistas, playboy etc. No entanto estou sempre a me perguntar se aquilo é verdade! É verdade?
Olho pro céu cheio de estrelas, olho pra minha barriga gorda e cheia de pêlos, olho pros mendigos cheios de fome, os meninos cheios de vermes, os rios cheios de esgotos, o ar cheio de poluição... Tá tudo cheio! Só me faltam respostas. Há respostas?
Deus, Alá, Maomé, Rá, Viracocha, Gucumatz, Apolo, Erlang Shen, Iemanjá... São tantos que poderia escrever um livro só de nomes de deuses. No entanto fico a me retorcer pra tentar entender se há respostas através deles.
Vejo que esse envelhecimento datado e chamado de amadurecimento não retirou muitas dúvidas da minha infância, tenho medo de acreditar no que se diz verdade e totalmente desacredito das teorias, afinal são tantas, qual a mais viável qual a mais “real”? Sei lá, dizem academicamente que o senso comum não possui validade na intelectualidade, mais o que é o intelecto? Não sei se o conhecimento esclarece o homem ou o escraviza a si? Mais na verdade o que é a verdade? Há verdade? Pra que ela serve? Nem sempre o que se serve é o melhor banquete.

“... Na verdade é que não há verdade...” (Matanza).
“Não há fatos eternos, como não há verdades absolutas. (Friedrich Nietzsche).


[Gilmar Castilho]

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Pensamentos

Penso no que penso...

E penso que não penso nada.

Se o pensamento pensa tenso.

Pretensioso penso alto!

Se pensativo penso pouco.

Penso louco, ativo o passo.

Meus passos ao paço pensam rouco.

Logo paro, penso... Rouco falo:

“Parado penso a mente... Calado”

[Gilmar Castilho]

quarta-feira, 30 de março de 2011

O Nada

E de repente o nada...

Olhar para um lado e para o outro e somente, nada!

Nenhum ruído, nenhuma luz, “não há mais luz no fim do túnel”.

Não tem amigos, mãe, pai, irmãos...

Só o desejo de ter o que não pode ter...

Não o ser o que não pode. É!

Aquele acorde ecoa no fundo da sua memória e te assusta.

O barco afunda, o cais está longe e o mar é cheio de tubarões.

Ninguém te quer ninguém te reconhece é simplesmente nada.

Vê transfigurar seu corpo, e seus últimos reflexos são inatos, sobrevivência!

Lembra de tudo... Mas olhe agora a sua condição miserável.

São os seus últimos segundos-horas de dor, tristeza, melancolia.

Descobre-se nesse momento o que realmente é/somos: NADA!

[Gilmar Castilho]

quinta-feira, 24 de março de 2011

Aversão as Avessas/ O Mal Estar

Esse preconceito intelectual é preconceituoso.
Todo o mundo tem/busca ou se implanta em um padrão.
Nada de tradicionalismos, barrismos, machismos, nada de "ismos".
A mulher tem que ser "A MULHER"!
E o homem também! Oh que delicado...
Pra mim só a cópula é o suficiente.
Mais isso é um "ismo", machISMO!
Queria não ver ninguém, não ouvir ninguém.
Mais... Alguém me liga e diz que quer me ver.
E eu digo que quero ficar só, que gosto da solidão.
Eita... Outro "ismo", egoISMO!
Na verdade gosto dos "ismos", e do pretérito histórico.
Na verdade tenho mal estar com as pessoas.
Tenho aversão a convenções que criam cópias.
Gosto do mundo em suas contradições, um mundo as avessas.

[Gilmar Castilho]

quinta-feira, 17 de março de 2011

Entre a cruz e o amor

Quando pequeno via em meus pais todo um espelho...
Psicologicamente eram meus super-hérois
Quando adolescente queria uma distância...
Hoje adulto ou semi... Tenho medo de os perder!
O eterno e certeiro curso do rio me assusta
Perdemos e ganhamos o tempo todo...
A perca nem sempre é justa, e as vezes irretornável.
O ruim de perder é as vezes não poder ter dito adeus
Não ter ouvido aquela música curtindo aquele pôr do sol
Olhar pra tudo e sentir certeiramente que falta algo...
Hoje depois de velho vejo a frustação de não ter dito o óbvio!
De não ter dito meus "Super-Hérios"...

sábado, 12 de março de 2011

Acasos

Parar, pensar, sonhar, cantar, amar...

Porque todos nos deixam, todos nos deixam todos os dias!

Parado no tempo a esmo...

Penso que nada dará certo, e que mecanicamente fui programado a vagar

Sonhei que tudo estava em completa desilusão e que tudo era marasmo

Cantando descobri que o movimento está vivo!

Amando a partir do “Eu” egoísta posso mudar toda e qualquer coisa “além-eu”

Palavras bonitas e de auto-ajuda soltas no dicionário...

Na verdade a única coisa permitida nesse lugar é sonhar...

Mais é proibido sonhar alto!


[Gilmar Castilho]

quinta-feira, 10 de março de 2011

Vida

Tó cansado dessa porra... dez horas de trabalho!

Vidinha do caralho... Falta comida!

Essa buceta de merda... República Federativa... Brasil!

Buceta, merda? Ahn? Estou ficando louco...

Tá foda, tá foda, tá foda... Meu aluguel atrasado!

É uma masturbação mental... Dizer que o país tá bem!

Esse cabrunco me consome... A fome!

É realmente uma porra... Viver assim!

Essa gota serena... Global!

Tá foda, tá foda, tá foda...

E todos te fodem...


[Gilmar Castilho]

Tempos de máquinas.

                                                                                     Há alguns meses estive jogando um jogo chamado Stray,...