domingo, 7 de julho de 2019

Qual o fundamento?

https://www1.folha.uol.com.br/folha
/sinapse/ult1063u208.shtml (link imagem)
 


Você que se acha capaz
Que se acha demais
Que carrega no peito o ego estampado
Me responda por que faz o que faz?

Você que se acha melhor
Que espera o pior
Que carrega a verdade nas costas
Me responda por que faz o que faz?

Você proativo
Que despreza os desleixados
Que demonstra exuberância em tudo que faz
Me responda por que faz o que faz?

Você racional
Que não tem depressão nem tristeza
Que não faz autoajuda e é sempre demais
Me responda por que você faz o que faz?

Que fundamento se usa quando quer apontar
Que teoria utiliza pra fundamentar seu desprezo
Se fosse tudo verdade e se essa de fato existisse
Tudo seria tão chato, enfadonho e cruel
Você que aponta o dedo determinando eficácias
Menosprezando a dor, que dor que deves sentir
A de negar todo dia a humildade em si
De se alimentar de mentiras, diminuindo as feridas
Feridas essas incapaz de sentir!


sexta-feira, 21 de junho de 2019

Uma história qualquer, um dia comum

       a)    Bom dia!
       b)    Não quero conversar, não gosto de conversar quando acordo.
Toma-se um banho frio, casa silenciosa, um café frio, atrasa pra sair pro trabalho o máximo que pode e vai.
Fica o vazio da casa, internet e cama são as companhias.
Passa o dia...
Ao entardecer sai para exercitar-se, um turbilhão de substâncias são ativadas em seu corpo, volta pra casa.
      b) cara inchada, raiva, não quero papo o dia foi estressante, o trabalho me consome.
      a) substância desativadas, discussão, dor de cabeça...
Assim passa-se uma vida inteira, quando as rugas aparecem e as energias se limitam, a tristeza surge fulgaz, memórias de um passado desperdiçado.
Não há tempo, não há volta, só a dor latente e o fim iminente!


quarta-feira, 19 de junho de 2019

Poema: No silêncio das paredes


Poema: No silêncio das paredes
No silêncio das paredes

Eu fico tentando imaginar

Porque é vida é tão dura

Podendo de uma para outra acabar
Esse duvida me perturba

Esse silêncio me atormenta

Palavras vem e vão

Algumas delas até minha mente inventa
São pensamentos que persistem

E eu quero descobrir

Pois ela não são por acaso

E tiveram motivos para surgir
Duvidas como o amor

Que a muitos só enganam

Ou outras como o dinheiro

Que outros só sonham
Por que isso existe?

Só para mim atormentar

Enquanto uns reagem bem

Outros querem até se matar
Uma tristeza na alma

Que algumas palavras causam

Que doi lá no fundo

E não existe remédio que acaba

terça-feira, 18 de junho de 2019

Poema: Perdido na Escuridão

Poema: Perdido na escuridão
Estamos sozinhos no mundo?

Perdido na escuridão?

E quanto mais eu vou afundo

Percebo que nem o defunto

Está preso na solidão
Precisamos de amor

Para cultivar e preservar

Sem nenhum rancor

Ódio ou dor

Que com tudo pode acabar
Ninguém se cria sozinho

Em meio à sociedade

Precisamos de vizinho

Seja de condomínio

O de um beco da cidade
Precisamos cuidar e ser cuidado

Todos precisam da solidariedade

E ter um lugar guardado

Um lugar Bem reservado

Cheio de irmandade
Um ambiente que floresça amor

Que desapareça o ódio

Que seja esquecido todo rancor

Que tudo seja flor

Precisando apenas de um código
Esse código é a esperança

De um mundo melhor

Um mundo que ocorra mudanças

Para que da velhice a infância

Nunca ocorra o pior


Por:Thielle Stark

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Mundo ilusão!


Mas não me deixe ficar sem chão... nesse mundinho... mundo do cão
Busquei ser forte, fingindo grandeza
Na calada da noite, cilada da mente fiquei no chão
Ludibriado, louco, esquecido
Suas promessas não foram cumpridas.
“Filho eu não te abandonarei”... doce ilusão!

Mas não me deixe ficar sem chão
Mas só sobraram migalhas de pão

Cala-te boca, mente a milhão
Seco, esquecido, com fome e sem chão
Perspectivas, projetos... sem materialização
Sono e acordado, pesadelo do cão
Não consigo respirar, calar, não!


Mas não me deixe ficar sem chão
Mas só sobraram migalhas de pão
Mundo ilusão!




quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Para Jaiane com amor!


Eu queria tanto ter tempo... meu dia é muito corrido!
Ah, minha vida se resume a trabalhar e dormir!
Essa frase é como música no meu ouvido de tão corriqueira que a ouço. O tempo é fato programado, mensurável e não há possibilidade de estendê-lo ou diminui-lo. O mais saudável, visto que somos finitos, é OTIMIZAR, aproveitar ao máximo o tempo que lhe é disponível.
Ter uma ORGANIZAÇÃO temporal é tão importante quanto arrumar livros numa estante, organizar sua gaveta de cuecas, onde se separam cuecas e meias. Organizar seu tempo é dar mais ELASTICIDADE ao seu dia, garantir um melhor rendimento – não necessariamente labor, mas também LAZER – e quiçá mais descanso! Num período de 24 horas pelo menos dois terços desse tempo já estão comprometidos entre sono (muito importante) e trabalho (os sortudos livres deste meu sincero PARABÉNS!) e sobram oito horas para refeições, traslados, banhos, algum descanso casual, academia, caminhada etc. Parece que são muitas coisas para pouco tempo, de fato é se não se organizar.
ORGANIZAR O TEMPO para conseguir fazer todas essas atividades com um alto grau de aproveitamento e realização pessoal é imprescindível. Se tentar fazer as coisas sem organizar o seu dia, sua agenda acabará por NÃO conseguir cumprir todas as tarefas e isso dá uma sensação de IMPOTÊNCIA, além de lançar atividades não resolvidas para o dia posterior, ou seja, sobrecarregando o próximo dia e quase que garantindo uma nova DECEPÇÃO, o não cumprimento das metas diárias.
Seja RACIONAL com seu tempo! Além do mais seja racional com as TECNOLOGIAS, com as REDES SOCIAS... já parou pra pensar o quanto do seu tempo livre elas consomem? O quão produtivo seria o seu dia se dependesse menos das REDES? O quão feliz seria ser produtor dos fatos do seu dia, ao invés de receber fatos que em nada te acrescentam?
O seu dia NÃO É PEQUENO! Sua vida pode ser além do “mais do mesmo”. Evite ser a estrela principal desse circo sem plateia. SEJA AUTOR da obra da sua vida, o chronos, o senhor do tempo, do seu tempo.

domingo, 17 de fevereiro de 2019

O velho do algodão-doce

          Uma coisa não tão comum é que a tempestade que assombra a superfície do real assombra também o mistério da tempestade do leito escuro de vozes de dentro. Assim, Lauro estava ao volante, procurando se molhar no abissal do ontem que não aconteceu e do talvez do amanhã que não virá, por meio de um desejo de respirar puramente o assoalho inundado interno. Quando o motorista mergulhador atinge a camada mais profunda onde tudo escurece, Amanda, ao lado, na superfície, grita: “Cuidado com o senhor vindo!” e o grande acordar com palpitações o faz desviar bruscamente o automóvel da direção do velho, inclinado enquanto subia a ladeira, com uma vara cheia de algodões coloridos na ponta. É imperativo desviar dos seres vivos, mas o velho com algodões-doces não o deixaria em paz. Pois susto da superfície do real, pelo risco de matar por displicência um ser no seu outono da vida com o sonho colorido, simples e puro em satisfaz crianças que nunca entraram no mistério do rio, causou-lhe mais outra tempestade. A grande inquietude do Lauro é que aqueles algodões-doces, para as crianças, com o velho, não pareciam ser envolvidos por mundo de tempestades e inundações, tudo que sempre quisera em sua meia-idade. Nada de grave aconteceu. Passaram-se os dias e o rio de palavras baixou, Lauro flutuava tranquilo enquanto dirigia, ele estava na simplicidade do real, via as luzes, os cães, o sinal, a faixa de pedestres, era dia - tudo como o mundo comum se processa -, todavia - como o tempo amazônico é inesperado na superfície próxima ao equador – na cabeça do flutuador motorista não era esperada a carta vinda do fundo do rio e, durante seu silêncio em paz, tais profundezas turvas e turbulentas mandam a mensagem: “Boa tarde, Lauro, você está na superfície neste momento, contanto, lembre-se, quando estiver aqui embaixo e, ao mesmo tempo, o velho do algodão-doce aparecer defronte aí em cima - em sua solidão – você será eu; e o Velho, que habitará sua casca vazia de medo e dor em forma de crustáceo, você! ”

Tempos de máquinas.

                                                                                     Há alguns meses estive jogando um jogo chamado Stray,...